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Caxias do Sul (RS)

Gestor Thinker: princípios, competências e comportamentos

March 19, 2017

 

 

Quando os problemas são estáveis, a experiência mostrou que as soluções utilizadas anteriormente foram eficazes, a atitude e as técnicas de análise usadas pelos gestores são úteis. Normalmente para o gestor, nestas situações, talvez a dificuldade maior seja tomar a decisão do que desenvolver alternativas. Porém, quando tomar decisões já não é mais o suficiente e é necessário encontrar novas alternativas para solucionar problemas ou desenvolver melhores produtos, processos e serviços, é importante uma atitude de gestor thinker.

 

Ser um gestor thinker implicará em novos mapas mentais e novos caminhos a percorrer, ou seja, precisará desenvolver novas ações na sua gestão. Entre elas estão:

 

  •  Transformar a cultura organizacional para que possa inovar e ter ótima performance diante da complexidade, impactando positivamente os principais indicadores da empresa.

  •  Utilizar sistematicamente a integração entre o pensamento linear e não linear. Isso possibilita que faça conexões, entenda de forma sistêmica e explore detalhadamente os problemas. Desta forma, serão encontradas novas possibilidades e sejam materializadas soluções dentro da organização.

  •  Criar oportunidades para o crescimento organizacional, trazendo dinheiro novo para a empresa.

  •  Gerir pessoas e equipes multidisciplinares, no sentido de facilitar os sistemas, eliminar as barreiras existentes e dar fluxo ao processo inovador e produtivo, de forma colaborativa e cocriativa.

  •  Investigar e identificar profundamente a razão dos colaboradores não conseguirem fazer o que precisa ser feito, verificando as principais barreiras que minimizam a produtividade e multiplicar as oportunidades de desempenho de cada talento na empresa.

  •  Estar atento, e lembrar sempre à sua equipe, de colocar no centro de todas ações o ser humano, quer seja na figura do cliente, dos demais colaboradores, da sociedade, em que a empresa está inserida.

  •  Criar espaço, onde os interesses individuais, sociais e ambientais são construídos a partir de ideias, valores, normas e crenças compartilhadas.

  •  Incentivar, orientar e treinar os colaboradores para que esse “jeito” de realizar as atividades na organização se torne uma cultura instalada.

 

Lendo a relação acima o gestor pode ter o ímpeto de pensar “mais coisas para fazer, além de tudo o que já faço”. Não necessariamente. Algumas das atividades atuais do gestor precisam ser delegadas para seu grupo de trabalho de forma definitiva. Outras, ele deve apenas coordenar para que sejam executadas dentro deste novo pensamento de gestor thinker. Por fim, algumas são fundamentais e precisam serem capitaneadas por ele. A escolha de cada uma delas precisa considerar todo o contexto e atores que fazem parte da organização, além da figura do gestor.

 

Com a clareza do que precisa fazer no seu papel como o gestor thinker, se faz necessário considerar as competências necessárias para que possa executar o que é esperado dele.

 

Na medida em que a complexidade exige alternativas novas para solucionar os problemas a visão sistêmica e de futuro é fundamental. Elas são consequência da integração entre o pensamento lógico (linear) e o intuitivo (não linear) e facilitam as conexões com relação às suas experiências, aos seus sentimentos e conhecimentos, assim como os das outras pessoas envolvidas.

 

Para que os processos e resultados aconteçam positivamente a colaboração e cocriação são necessárias e a convivência de pessoas muito diferentes ou equipes multidisciplinares faz parte deste processo. Para concretizar estes aspectos o gestor thinker precisa ter o respeito pelo ser humano enraizado dentro de si. Isso ajudará nas suas diversas atividades e atitudes, como por exemplo a empatia. Esta, sendo desenvolvida acuradamente, irá auxiliar muito na gestão das pessoas, dos grupos e nos vários processos em que estiver engajado.

 

Para gerir as pessoas e os grupos o gestor thinker precisa ser competente na coordenação de grupos. Esta, envolve conhecimentos e ferramentas para entender o que ocorre com as pessoas, os jeitos de ser dos indivíduos; como ocorrem as relações entre as pessoas, e, sobretudo, como se desenvolvem os processos grupais. Para que as atitudes colaborativas e cocriativas estejam presentes, enquanto as atividades se desenvolvem nos grupos e os resultados aconteçam positivamente, é necessário que o gestor thinker saiba identificar, se antecipar e intervir adequadamente nos vários processos grupais que ocorrem, desde os mais perceptíveis até os subjacentes.

 

Para estimular a criação e implantação de novas soluções é necessário que o gestor thinker tenha abertura pela experimentação, goste de estar envolvido com o desconhecido, com situações e pessoas diferentes; goste e saiba correr riscos e tenha não só o gosto pela mudança, mas competência em coordenar esses processos.

 

Para coordenar todas as pessoas envolvidas nestes processos ele precisará estimular o conhecimento entre elas para que as relações interpessoais sejam verdadeiras e a confiança mútua seja estabelecida. Estas são condições essenciais para se trabalhar com soluções novas, pois as pessoas só arriscarão liberar sua criatividade em ambientes onde se sintam seguras quanto a não ocorrência de pré-julgamentos, onde é possível não ser perfeito, onde as ideias podem ser lançadas e posteriormente lapidadas.

 A base que sustenta e proporciona que as competências e ações sejam colocadas a serviço do gestor thinker são princípios sólidos constituídos de crenças e valores significativos e alinhados com este novo momento de mundo.

Estão entre eles e precisam ser destacados:

  •  Acreditar que é possível tornar o mundo um lugar melhor para viver (e querer fazer parte desta mudança);

  •  respeito pelo ser humano e pelo ambiente em que vive;

  •  ser otimista e ter atitude positiva em relação ao que vê e experimenta.

  •  crer que é possível mudar, crescer e se desenvolver e, portanto buscar o autoconhecimento de forma profunda e contínua, pois não é possível ser empático, querer conhecer e coordenar outras pessoas, sem conhecer a si mesmo.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

 

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